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AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM 

INSTRUMENTO A FAVOR DA AUTONOMIA

  Profa. Ms Maria de Lourdes Granato Almeida

 

Tema desenvolvido na Palestra no Município de Pradópolis, no 6ª. Fórum de Educação.

Dentre os vários quesitos importantes e indispensáveis no processo ensino-aprendizagem, avaliar é o que mais nos inquieta, é o que mais traz dúvidas. E não é por acaso, pois avaliar está no cotidiano tanto quanto o falar, porém, não consegue ter a espontaneidade e a leveza necessárias para contribuir com a aprendizagem dos nossos alunos.

Nós não podemos abrir mão do avaliar, pois todos nós, desde que acordamos, já fazemos avaliação, planejamento e tomamos decisões. Esse movimento ocorre o tempo todo, em segundos e de forma inconsciente muitas vezes, porém não é desse momento de avaliar que vamos esmiuçar. Vamos trazer à tona esse ato inconsciente e torná-lo didático. Afinal avaliar é preciso e necessário e deverá ser feito da forma mais consciente e colaborativa possível. 

A humanidade veio se desenvolvendo pela sua capacidade aprender. Aprender é uma condição básica humana do desenvolvimento. Conforme aprendemos, desenvolvemos outras necessidades e aprendemos novos quesitos que nos levam às novas necessidades e novas aprendizagens. Marx vai apontar a necessidade como um motor que nos leva a aprender e a fazer. Nesse movimento, de aprender, a humanidade foi percebendo que era possível e necessário ensinar. E com o tempo vamos aperfeiçoando o ensino.

 No panorama geral da humanidade essa compreensão é fácil: Aprendemos, descobrimos que podemos aprender. Ao aprender criamos novas necessidades. Percebemos que era possível e necessário do ensinar. Aprender traz mudanças tanto para quem aprende quanto para quem ensina. Mas quando esse processo se escolariza, ou seja, a partir da invenção da escola, vamos enfrentar algumas dificuldades e nossa compreensão se ofusca. Ensino-aprendizagem, claramente ação para a mudança, na escola adquirem um caráter permanente, estático.

A escola estabelece o que deverá ser ensinado, segundo alguns critérios e cria mecanismos de transmissão e de aferição da aprendizagem. Teria a aprendizagem ocorrido a contento? Esse controle nem sempre ocorre de forma a contribuir de fato com a aprendizagem. E aqui caberia outra pergunta: O que é mais importante: garantir o controle ou a aprendizagem?

Mais perguntas poderiam e deveriam ser feitas: É possível transmitir conteúdos? Como garantir aprendizagem? Se for possível transmitir, é possível medir o que foi incorporado pelo aluno?

Paulo Freire nos lembra que ensinar não é transmitir conhecimentos e que aprender é nossa vocação, portanto um ensino com base numa suposta transmissividade, não terá cometido vários equívocos?

Seria mesmo necessário um controle para garantir a aprendizagem?

Mas, se não escapamos da avaliação, podemos dispensar o controle?

Vamos pensar juntos. Em primeiro lugar, é preciso não confundir, os símbolos (notas, conceitos, etc) com a avaliação. Os símbolos criados nos ajudam na síntese do processo de avaliar e podem ser extremamente significativos se forem agregados ao processo. No entanto, como marcas isoladas podem fazer da avaliação  um mecanismo de opressão e não expressar a riqueza do caminho percorrido por professores e por alunos, no complexo e mágico ato de ensinar e aprender.

Avaliação ganha, portanto, uma importância vital, dentre elas a de ver o erro como patamar na aprendizagem e a necessidade de sempre maior conscientização de todos no processo.

 

Se desejar o texto na integra escreva para nós, teremos prazer em envia-lo e ouvir suas críticas.

 

Um grande abraço

Professora Lourdes